Por vezes,
tento que meus lábios duros,
Ditem para a mão,
As palavras que teimam em não dizer...
As mãos então escrevem:
Que quem sente muito, cala...
Quem quer dizer quanto sente...
Fica sem alma, nem fala,
Que quem vive a dois,
Antes é necessário ser um...
E desde então, sou porque tu és...
E desde então és...
Sou e somos...
E por amor...
Serei...serás...seremos.
Amo-te
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