Não será por acaso o mero estado de euforia,
Que te dando asas, comprime as minhas!?
Eu sei...
A minha liberdade começa onde termina a tua...
Mas podemos viver, os dois, nesse gume...
Sobranceiros ao vento...
Com asas na alma...
Prontos a dar o salto de mão dada...
Perfilando o horizonte...
Lá no fundo...com muita luz...
Assim podemos atestar a paz...
A nossa...
No cume da tal montanha...
Abrindo as palpebras e deixando a retina percorrer todos os poros da materializada alma...
A tal que apelidamos de gemea...
A tal que vemos em todos os significados dos nossos corpos...
A tal que sensoriamos nos nossos frutos...
A tal que nos arrepia sem nada sussurrarmos...
Vamos voar...
De mãos dadas...
Para o cume da nossa montanha...
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